Na terra onde o gelo e o fogo se encontram a atividade vulcânica é intensa devido ao fato de a Islândia se localizar no encontro de duas placas tectônicas (Europa e América do Norte) onde se ergue uma cadeia de montanhas no sentido Norte-Sul submersa ao longo do Oceano Atlântico conhecida como Dorsal Meso-Atlântica. Como as duas placas tectônicas se repelem uma da outra o Oceano Atlântico está crescendo e os vulcões instalados nessa cadeia montanhosa expelem suas lavas compostas por rochas derretidas vindas das profundezas do nosso planeta. A consequência destas atividades geológicas em conjunto com os fatores climáticos e principalmente a Era do Gelo moldaram seu relevo. Já os glaciares são as calotas de gelo polar que cobrem parte do território islandês e que dão origem à rios e lagos que percorrem seus leitos sobre rochas vulcânicas escavando-as. O resultado são as lindas e únicas cachoeiras existentes neste paraíso geológico e geomorfológico além dos abruptos fiordes grandiosos que reinam no litoral. Além disso, o encontro da água e do fogo aqui neste território deu origem aos gêiseres, nome que provém de Geysir, um dos gêiseres deste encantado país. Os islandeses aproveitam este calor intenso gerado pela atividade vulcânica e o transformam em energia elétrica e de calefação, que são mais econômicas, através de suas usinas geotermais espalhadas pela ilha. Venha conhecer este pequeno pedaço de paraíso geológico.


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Rafael D'Angelo posted on junho 6, 2010 22:13

           

  À norte de Reykjavik existe uma região chamada Westfjords. Como o próprio nome diz neste pedaço noroeste da ilha encontra-se a maior cadeia de fiordes do país. Os fiordes são imensos penhascos litorâneos resultados da erosão abrupta de terra devido à ação do gelo. Estes elementos geomorfológicos são típicos também dos países escandinavos. Aqui encontrei um litoral recortado com paisagens grandiosas e espetaculares. 

Ao apreciar a paisagem desta região senti minhas energias renovadas. Estar em um lugar onde a natureza é exagerada em suas formas me deu a mesma sensação de quando estive nas cataratas do Iguaçu: não somos nada diante da natureza. Ao mesmo tempo, meus olhos não piscaram ao chegar na cidadezinha de Bildudalur. Ao ver que existia um perímetro urbano com casas abastecidas por energia elétrica onde moram pessoas no meio do nada circundadas por grandes fiordes revestidos de neve eterna me fez lembrar que nós seres humanos tentamos e conseguimos vencer o impossível. Este é um lugar perfeito para refletirmos sobre nossas posições diante de problemas que tomam conta de nossas vidas e que muitas vezes achamos que não iremos resolver. Também foi nesta região que Júlio Verne deu início a sua mais famosa aventura com o livro Viagem ao Centro da Terra escrito em 1864 ao tentar viajar pelo interior do planeta através de um vulcão chamado Sneffels.

                   A Islândia pode ser um lugar esquecido por muitos, mas descobri que este pequeno pedaço da superfície terrestre nos dá a chance de conhecer muito sobre a dinâmica do nosso planeta e que aqui é um dos berços da superfície na qual vivemos. No próximo post falarei um pouco mais sobre a geologia da Islândia que é a grande responsável pelos elementos da paisagem que nos chamam para conhecer este lugar e que regem a vida de quem mora na Islândia. 

          Para conhecer melhor esta região entre nos links: www.westfjords.is ou www.westiceland.is


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          Marquei a cidade de Husavik como ponto de partida para minha visita virtual no Nordeste da Islândia. Aqui nesta pequena cidade portuária que vive da pesca pude constatar que existe um passeio para observarmos baleias que vivem na baía próxima a cidade. O passeio é feito por barcos guiados por moradores locais.       

          Partindo um pouco mais ao sul de Husavik conheci a cascata de Godafoss, próximo a cidade de Akureyri. Em compensação, andando mais á leste conheci um complexo de cascatas magnífico. Selfoss e Dettifoss compõem este complexo sendo que a última, Dettifoss, é a maior da Europa com seus 45m de altura e 100m de largura. Alimentado pelos glaciares do sul da ilha as águas ferozes do rio Fjoellum correm em direção ao oceano escavando este solo vulcânico. Foi assim que surgiu o cânion Joekulsa, à jusante das cascatas.

 

 

          Entre Godafoss e o complexo Selfoss-Dettifoss cheguei ao sistema vulcânico de Krafla (foto ao lado). Com seus 20 km de diâmetro e até 800m de altura este complexo vulcânico era considerado um dos portais para o inferno na Idade Média. Aqui também encontrei Namafjall, um complexo de fontes de águas termais aquecidas pela atividade vulcânica localizada na região de Myvatn onde pequenos vulcões parecem nascer neste local. E não por menos pois nesta região as placas tectônicas da América do Norte e da Europa se encontram. No último post falarei mais sobre a geologia da Islândia.

          Para conhecer melhor esta região do país visite os links: www.east.is e www.northiceland.is

 

 


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Rafael D'Angelo posted on maio 23, 2010 22:16

      

          Passeando pelo sul da Islândia descobri a península de Dyrhólaey. Um orifício em uma rocha me chamou a atenção pois me lembrou muito a paisagem de Jericoacoara no Ceará. Nesta região já encontramos alguns fiordes no litoral. A paisagem aqui é deslumbrante, tanto do alto dos fiordes quanto na beira do mar. 

          Um pouco mais ao norte desta península inesquecível conheci o glaciar  Vatnajökull, o maior do país cobrindo 8% do seu território. Os glaciares na Islândia cobrem inúmeros vulcões ativos. Um deles conhecido como Eyjafjallajökull causou o caos aéreo europeu e mundial em abril deste ano. Com o calor resultante das atividades vulcânicas o gelo dos glaciares derretem e dão origem a rios e lagos que percorrem a ilha. Uma delas, a lagoa de Jökulsarlon, foi formada pelo derretimento do gelo do glaciar Vatnajökull. Neste ponto realmente me dei conta que a ilha está muito próxima do Pólo Norte. Aqui a paisagem é mesmo polar. Os icebergs flutuam refletindo sobre as águas da lagoa e ao fundo a presença do glaciar Vatnajökull me deu a sensação de estar na Era do Gelo. É um espetáculo.

            Próximo dali encontrei uma cascata chamada Svartifoss que despenca suas águas geladas pelo desfiladeiro de basalto vulcânico. Não é uma cascata muito comum de se encontrar, por isso é muito bela. A poucos cliques à oeste dali encontrei outra cascata chamada Skogafoss (foto ao lado). Bem mais grandiosa e potente que Svartifoss essa realmente me impressionou pelo seu volume de água, até eu descobrir uma outra maior ainda no norte do país que será explorada no próximo post.

                                          Para conhecer melhor o sul da Islândia visite o link: www.south.is                     

 


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Rafael D'Angelo posted on maio 21, 2010 23:39

   

 

         A simpática capital Reykjavik (lê-se Reiquiavique em português) tem aproximadamente 120 mil habitantes. As casas no estilo nórdico lembram a arquitetura escandinava e não por acaso pois a Islândia já foi administrada pela Noruega e pela Dinamarca desde a Idade Média até sua independência em 1918. Os banhos termais são atividades corriqueiras dos cidadãos de Reykjavik nos vários clubes da cidade, mas foi próximo ao Aeroporto Internacional de Keflavik que conheci a Lagoa Azul (Blue Lagoon), onde as pessoas curtem as águas aquecidas pela atividade vulcânica em meio a uma atmosfera polar.  Reykjavik também é conhecida por ser uma cidade cultural e cheia de vida noturna. Ao andar pela cidade  me deparei com inúmeras esculturas. Além disso, existem muitas galerias de arte moderna e local, museus, teatros, concertos de música e restaurantes. Sua culinária é baseada na pesca, que é responsável por mais de 50% da economia do país. A carne de carneiro também é muito consumida. Habitada pelos Vikings no passado a cidade também é o lar de gnomos, duendes e elfos, personagens fortes de seu folclore que de tão sério os islandeses afirmam suas existências e convivem com eles no dia a dia.

          Continuando o city tour com o mouse descobri a igreja Luterana Hallgrimskirkja. O Luteranismo é a principal religião do país. Sua construção terminou em 1948 e de cima da torre pude avistar toda a cidade. Me parece que ela é a construção mais vistosa. A igreja foi construída com basalto formado pela atividade vulcânica e abriga um órgão germânico de 15 metros de altura e 25 toneladas de peso.

          Esta cidade pode ser o ponto de partida para explorarmos melhor o interior do país devido á sua melhor estrutura para atender o turista. No próximo post vamos começar a explorar o sul da ilha. Preparem-se pois a partir deste ponto a viagem começa a valer a pena.

          Vistie o site http://www.visitreykjavik.is para conhecer melhor esta cidade.   

          Veja mais fotos de Reyjavik em: http://www.panoramio.com/map/#lt=64.135338&ln=-21.89521&z=4&k=2


Rafael D'Angelo posted on maio 21, 2010 18:45

          Para acompanhar a viagem pela Islândia no Google Earth faça o download dos marcadores pelo arquivo Islândia.kmz (3,51 kb) ou acompanhe pelo mapa abaixo.  

          A primeira viagem virtual escolhida para inaugurarmos este blog será em um lugar remoto do continente europeu que muitos turistas desconhecem ou deixam passar despercebido. Desde criança quis conhecer a Islândia, uma ilha com aproximadamente 103 mil km², pouco mais que o Estado de Pernambuco, e uma população aproximada de 315 mil habitantes. Sua localização muito próxima à Groenlândia e longe do continente europeu propriamente dito não atrai muitos turistas, mas está errado quem pensa que este lugar é o fim do mundo. Nos próximos posts irei explorar melhor cada canto desta ilha e provar porque a Islândia deve ser incluída nos roteiros turísticos obrigatórios.

          Como chegar: a Icelandair (www.icelandair.net) é a companhia aérea nacional e detentora da maior parte dos vôos para o país. Como não existem vôos diretos do Brasil, existem várias opções de conexão por cidades européias como Madrid, Paris, Londres, Amsterdã e Frankfurt. Outra opção é fazer uma conexão em Nova Iorque. 

          Melhor época: como a Islândia fica próxima ao Pólo Norte dá para se ter uma idéia de que a temperatura é muito baixa. Só não é mais baixa por causa das atividades vulcânicas que amenizam o clima. Mas para se ter uma idéia de Junho a Agosto, durante a alta temporada de verão, as temperaturas em Reykjavik ficam entre 7 e 13 graus Celsius e com a contemplação do sol da meia-noite. No inverno, de Dezembro a Março, por incrível que pareça a temperatura mínima não cai mais do que 5 graus negativos, mesmo assim nem todas as regiões do país são acessíveis devido ao mal tempo.

           Principais Dados:

          Localização: Norte da Europa e do Mar do Norte.

          Extensão: 103 mil km²

          População: 320 mil hab.

          Capital: Reykjavik

          Idioma oficial: islandês

          Religião mais praticada: Cristã Luterana

          Moeda corrente: Krona. Converta aqui.

 


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