rafael posted on setembro 23, 2010 22:14

     

     O entorno de Quebec também tem que ser visitado. Existem alguns passeios para quem gosta de contemplar a natureza. Aliás, nesta cidade parques e áreas verdes são o que não faltam. Para quem gosta de andar de bicicleta, como eu, vai gostar de um passeio por um jardim linear ao longo do Rio St. Charles. O Parc linéaire de la rivière Saint-Charles (parque linear da Riviera Saint-Charles) tem aproximadamente 30km e liga o Centro de Quebec ao Lago Saint Charles. Não consegui achar exatamente o início do roteiro mas percebi que começa muito próximo da Estação Rodo-Ferroviária da cidade e segue beirando o rio. Marquei o que eu achei que fosse o início e também o Lago St. Charles onde termina este roteiro no Google Earth para quem quiser acompanhá-lo caso um dia deseja fazer este passeio. Vendo as fotos deixadas por quem já passou por ali tive a impressão de ser um passeio fácil e tranquilo com muito contato com a natureza, mas com a paisagem urbana presente atrás de mim. Existem muitas árvores pelo caminho e o Rio Saint Charles não me pareceu ser um rio que exala mal-cheiros. Não cheguei a contar o número de pontes as quais a pista passa por baixo mas vi que são muitas. A cidade de Quebec não difere em nada de uma cidade norte-americana no aspecto
viário fora do Centro. Mas o mais impressionante de tudo foram as fotos postadas por turistas no inverno. O rio permanece totalmente congelado, mas nesta época creio que seja impossível andar de bike. Eu também não aconselho. Ao chegar ao lago Saint Charles creio que a satisfação seja imensa ao degustarmos um pouco da ótima qualidade de vida de quem mora nesta cidade. Eu só não sei como fazer para retornar os 30km percorridos até aqui. Será que existe um ônibus no qual podemos levar nossas "magrelas" ou temos que ter fôlego para voltar mais 30km? Não encontrei a resposta. Só indo para saber.
          Um pouco mais à norte de Quebec, a aproximadamente 11km do Centro Velho, descobri a
cachoeira de Montmorency. São 83 metros de muita água despencando. Existe uma passarela no topo ligando as duas margens do Rio Montmorency na qual podemos ter uma vista de cima das quedas. Existe também uma escadaria para atingirmos a base. Lá podemos sentir mais o poder deste pedaço natural de Quebec. É verdade que não é nenhuma Garganta do Diabo, mas para quem gosta deste tipo de espetáculo da natureza vale a pena. Qualquer queda d'água que tenha sua beleza, mesmo que seja pequena, me trás a sensação de purificação na alma. Vale a pena.

          Vinte km à frente de Montmorency avistei uma basílica católica chamada St. Anne de Beaupré e uma sinagoga judaica chamada Ciclorama de Jerusalém. Estes dois templos religiosos me pareceram ricos em detalhes tanto dentro quanto fora de sua estrutura. Mas me parece que esta esticada só valerá a pena se tiver tempo sobrando.
          Mais ao sul, em direção a bonita Ponte de Quebec, nas margens do rio São Lourenço, achei o aquário municipal. Para quem quiser conhecer um pouco mais a fauna regional venha conhecer este local. Pelo que vi no site deles tem até urso polar.
.www.sepaq.com/paq/en/

          Bom, eu particularmente me encantei por Quebec. Aqui podemos aliar história, cultura, natureza, requinte e qualidade de vida. O que me encanta mais é saber que existem lugares como estes nos quais existe qualidade de vida. As pessoas que vivem nesta cidade com certeza estão de bem com a vida e rindo à toa. Acho que nós brasileiros precisamos conhecer lugares como este para tentarmos seguir um pouco do exemplo do que existe de bom em outros países.
          Aproveito para falar um pouco do próximo destino do viajante virtual. Vou girar o planeta nas minhas mãos e aterrisar numa cidade do interior da China. Conhecerei melhor o passeio de barco pelo rio Li Jiang. Este vai entrar na minha lista de passeios que tenho que fazer pelo menos uma vez na vida.

Sites referentes a Quebec:

http://www.ville.quebec.qc.ca/
http://www.quebecregion.com
http://www.bonjourquebec.com/qc-en/accueil0.html

 


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Rafael D'Angelo posted on setembro 16, 2010 20:15

         

          Deixei o funicular no alto do pequeno penhasco que sapara a parte baixa da Cidade Alta e logo de cara me deparei com a obra mais bonita da cidade: o CHATEAU FRONTENAC. Desde sua inauguração em 1893 esta obra arquitetônica abriga um hotel da rede Fairmont. Podemos avistá-lo praticamente de qualquer ponto da cidade. Entrei no site deles só por curiosidade e descobri que uma diária mais econômica para quarto duplo em baixa temporada pode custar em torno de 300,00 dólares. Este palácio é muito charmoso e dá vontade de ficar olhando para ele o tempo todo. Mas a cidade de Quebec ainda nos guarda mais maravilhas urbanísticas. Ali mesmo em frente ao Chateau Frontenac descobri o Terraço Dufferin, ou promenade, local de onde a partir da Cidade Alta se avista a Cidade Baixa, o Rio São Lourenço e a outra margem onde fica a cidade de Lévis. Achei até um mini tobogã de aproximadamente 50 metros de extensão onde as pessoas podem pegar seus pequenos trenós de madeira e escorregá-lo sobre a neve. Este terraço tem pouco mais de mil metros de extensão e e termina no Parque dos Campos de Batalha onde se localiza o Museu de Belas Artes e a Citadelle, uma base militar ativa dentro de uma fortaleza. De fato alí foi construída uma fortaleza usada para defender a cidade de ataques de invasores no século XVIII. Descobri ainda que a partir deste local uma muralha se inicia seguindo em sentido norte da cidade. Pelo que percebi nas fotos postadas no Google Earth se pode andar por cima desta muralha. Como com o mouse não existe o impossível, fiz o mesmo. Logo de cara, ao cruzar a charmosa Rue Saint Louis à esquerda se avista o palácio do Parlamento e a Fountaine de Tourny envoltos por um jardim muito simpático. Esta muralha me parece dividir a cidade antiga à direita e a cidade nova à esquerda. Descobri então a parte mais moderna de Quebec. Não existem tantos arranha-céus mas não deixa de ter aquela concentração de edificações mais modernas típicas de cidades da América do Norte. Por fim a muralha parece ter acabado na Côte de la Potasse do outro lado da Cidade Baixa. Descobri então que poderia voltar para a Cidade Alta andando pelas ruas muito acolhedoras da parte norte da Cidade Antiga. Segui pela Rue Saint Jean e a Côte de la Fabrique e descobri mais um pedaço de paraíso desta encantadora cidade. Junto à Prefeitura existem muitas outras edificações no estilo nórdico-europeu. Parece que eu estava andando por Copenhague ou Estocolmo. Percebi que o mais gostoso à essa altura era "me perder" neste ponto da cidade. Achei finalmente as igrejas de Notre-Dame de Quebec, a anglicana da Santíssima Trindade e o antigo Seminário que estavam na minha lista de pontos de interesse inicial. Procurar e achar locais turísticos ou de interesse pelo Google Earth é tão gostoso quanto procurar Wally em seus cenários.

          A cidade simplesmente nos convida a conhecê-la melhor através de um passeio a pé ou mesmo de bicicleta. Por falar em bicicleta, vou falar no próximo post sobre os passeios que descobri navegando por sites da cidade. Além disso também descobri uma cachoeira aqui perto. As redondezas de Quebec também nos reservam surpresas.


Rafael D'Angelo posted on agosto 15, 2010 23:54

       Observando a cidade de Quebec por cima percebi um alto grau de planejamento urbano e muitas áreas verdes. Esta característica parece ser a mais chamativa do ponto de vista urbanístico desta cidade. Além disso, a presença de muitos navios cargueiros e de cruzeiros no Rio São Lourenço mostra que Quebec é uma cidade portuária. Mas navegando por seu leito resolvi olhar minuciosamente as fotos postadas por usuários do Google e descobri que Quebec não tem a silhueta de ter uma região portuária decadente e sucateada como muitas cidades espalhadas pelo mundo (lembrei-me do Porto de Santos com sua sucateada estrutura e paisagem deprimente). Além disso, para quem quiser apreciar a vista da cidade do rio São Lourenço pode fazer um passeio de barco do tipo sightseeing. No meu passeio virtual pela orla fluvial um pouco mais ao sul descobri uma paisagem de folhas coloridas nas árvores de vegetação temperada ao longo da costa. Se já fiquei abobado com o que vi por fotos, imagine ao vivo. Para poder apreciar este espetáculo da flora local devemos estar em Quebec durante o fim do verão e o início do outono (de agosto a outubro). Em outubro podemos nos deparar com o espetáculo da queda dessas folhas que forram as ruas e o solo desta cidade encantadora.

    

          Voltando em terra firme aportei na Cidade Baixa, Centro Histórico de Quebec e Patrimônio Mundial da Unesco. Suas ruelas apertadas me dão a impressão de estar em uma cidadezinha medieval do norte da Europa pois o estilo arquitetônico que vi está mais parecido com o Nórdico Europeu. Posso estar errado, mas esta foi a minha sensação. O casario lá encontrado tem em torno de 3 andares e seu telhado tem formato triangular com pequenas janelas aflorando entre as telhas. Confesso que preciso estudar melhor os estilos arquitetônicos pelo mundo. São muitos mas sei da importância deste conhecimento para quem trabalha na área do Turismo. Mas foi nas proximidades da Place Royale que descobri onde os turistas preferem estar. Um pequeno casario unido por calçadões (nada a ver com os encontrados no Brasil) e aparentemente um lugar muito gostoso (no sentido de confortável) de se estar. Além disso, conheci a pequena igreja católica Notre-Dame-des-Victoires e o Museu da Civilização. Até gosto de visitar igrejas e museus locais pois eles nos dizem muito sobre o local mas não entrei neles pois estava tão gostoso passear pela ruelas apertadas que me convenci a continuar o meu passeio pela Cidade Baixa, até encontrar o funicular, uma espécie de elevador-bondinho que segue por um trilho subindo os 59 metros que separam a Cidade Baixa da Cidade Alta. Antes de subí-lo dei uma olhadinha no afresco pintado na fachada da Galeria de Arte Laroche & Denis. Será mesmo um afresco? Confesso também que preciso entender um pouco mais sobre arte.

          No próximo post começarei a explorar a Cidade Alta. Pelo que vi tenho muito o que visitar nesta parte da cidade, iniciando pelo espetacular Chateau Frontenac. 

 


          Saí da Islândia e resolvi atravessar o Oceano Atlântico em direção a cidade mais antiga doCanadá: Ville de Québec. Mais conhecida em português apenas como Quebec a cidade é também a capital da província de mesmo nome. Minha curiosidade em conhecer esta cidade vem do fato desta região leste do Canadá ser ex-colônia francesa. No século XVII a cidade já era o centro político e cultural da Nova França e o francês já dominava o idioma falado da região. O catolicismo também é a religião mais praticada e  todos estes fatos diferenciam este território do restante colonizado pelos ingleses. Alguns plebicitos já foram votados com a intenção de separar Quebec do Canadá mas em nenhuma das vezes os favoráveis tiveram êxito. Mesmo assim Quebec continua sendo uma região francesa e por isso mesmo resolvi explorar a capital que guarda seus segredos atrás dos conjuntos arquitetônicos e estilo de vida tipicamente europeu.

          Acompanhe esta viagem pelo Google Earth baixando os meus marcadores em Quebec. Quebec.kmz (4,08 kb)

          Como Chegar : Não existem vôos diretos entre o Brasil e Quebec. A Air Canada tem vôos diretos entre  Guarulhos e Toronto e faz uma conexão para Quebec. Pela United Airlines a conexão pode ser feita em chicago ou Washington. Já a Continental Airlines oferece uma conexão em Newark (New York). Prefira a opção via Toronto pois não será necessário o visto americano que será preciso se a conexão for feita em alguma cidade dos Estados Unidos.

          Tempo de estadia e melhor época: andei pesquisando muito sobre isso e descobri que a melhor época para ir a Quebec é entre agosto e outubro, ou seja, entre o verão e o outono. O clima nesta época é bom mas a cidade está repleta de turistas. Mesmo assim, nesta época as árvores típicas da região estão cheias de folhas coloridas nos proporcionando um espetáculo de cores. Três dias são o suficiente para curtir a cidade, mas caso queira ver tudo com mais detalhes uma semana será suficiente. Sugiro conhecer esta cidade dentro de hum roteiro mais completo pelo Canadá, ou então estique sua viagem quando estiver visitando o nordeste dos Estados Unidos. 

          No próximo post iniciaremos nossa caminhada com o mouse pela Cidade Baixa e pelo Rio São Lourenço.

          Principais dados de Quebec:

População da cidade : 490 mil habitantes

Região metropolitana : 715 mil habitantes

Idioma oficial: Francês

Religião mais praticada: católica

Fundação: 3 de julho de 1608

Moeda corrente : dolar canadense

Fuso horário (em relação à Brasília): -2 horas ( Horário de verão : -1 hora)

Aeroporto Internacional Jean Lesage (YQB): 20 km a Oeste do Centro Histórico (10 a 15 minutos de Carro).

 


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